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Com o pseudônimo “Bem
te vi” é filha de José Martins
do Amaral e Maria Patrocínio de Jesus, ambos
falecidos. Moravam numa fazenda próxima a Goianápolis.
José Martins era de tudo um pouco, sanfoneiro,
fazedor de carros de boi, lavrador que conhecia e
aproveitava as fases da lua, pescador, caçador,
pedreiro,carpinteiro, serralheiro, oleiro.
Enquanto isso, Maria Patrocínio tricotava e
fazia crochê, costurava, fiava e cozinhava.
Ela faleceu quando Adoiramas tinha apenas seis anos.
Após a morte da mãe Adoiramas se tornou
uma criança triste e a vida lhe foi muito difícil,
e esta melancolia foi transposta para a poesia.
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Bem-te-vi
(1975)
Numa tarde de verão
A passarela cantava
Anunciando a todos
A noite que chegava
Debaixo de um arvoredo
Muito triste eu me escondi
Quando ouvi ao meu ouvido
O canto do bem-te-vi
Ele cantava para mim
Não fica triste, sorri
Por ver sua tristeza
Chamam-me de bem-te-vi
Bem que eu vi (bis)
Mas, nunca possa contar
O passado de um poeta
Que vive a declamar
Depois ele foi cantando
Bem que eu vi, bem que eu vi!
Meu coração alegrou-se
E comecei a sorrir...
Lá na mata a passarada
Foi cantando até sumir
Não pensei que alegrasse tanto
O canto de um bem-te-vi
Ao
fazer estes versinhos
Muita coisa eu aprendi
Eu aprendi a cantar
Como canta o bem-te-vi
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