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Francisca Fernandes de
Oliveira, mais conhecida como Dona Chica,
goiana de Vianópolis, chegou em
Anápolis, no início dos
anos 30. Ela, seus 11 filhos e seu segundo
marido, Antônio, contratado por
Rachid Curi, para chefiar os trabalhos
das obras que o áreabe emigrante
pretendia construir. A viagem foi penosa,
demorada, feita em caminhão através
de estradas empoeiradas e esburacadas.
Instalada
em Anápolis, Dona Chica logo se
identificou com a terra e sua gente. E
foi além: dinamizou a sociedade,
traçou rumos, criou hábitos,
fez política. Virou figura importante,
a quem todas ouviam e respeitavam. Muita
ativa e caridosa ganhou fama e amigos.
Amante
da Música e tendo o coração
constantemente em festa reunia em sua
casa, nos finais de semana, músicos
e cantores, que tocavam e cantavam os
sucessos da época. Esse grupo,
que se tornava cada vez mais unidos acabou
indo representar Anápolis em Goiânia
nos festejos de 1º de maio. O sucesso
estimulou a criação da primeira
escola de Samba de Anápolis, batizada
como “Batuqueiros do amor”.
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