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Informações retiradas do livro "Anápolis em Tempo de Música" de Paulo Nunes Batista e Jarbas de Oliveira

Os Pioneiros

Em 1840 realizava-se no Rio de Janeiro, ex-capital federal, o primeiro baile de carnaval. Doze anos após (1852) surgia o Zé Pereira, que era uma cantiga acompanhada por pombos, entoada na véspera do carnaval, anunciando a festa popular e também cantada durante os três dias tradicionais.

De 1870 a 78 aparece o maxixe, sucesso no Brasil e no exterior e que seria a nossa primeira dança urbana. Em 1899, Chiquinha Gonzaga compõe a sua famosa marcha-rancho ‘O Abre-Alas’ e de 1902 a 1907, o tango ‘Vem Cá Mulata de Arquimedes de Oliveira e Bastos Tigre populariza-se o Brasil.

Já em 1877, a pianista Chiquinha Gonzaga compunha valsas e polcas sob encomenda, no Rio de Janeiro. Em 1842, Rafael Coelho Machado já registrava no seu Dicionário Musical o verbete ‘Modinhas’, como sendo “pequenas composições em voga, e que qualquer curiosidade pode compor”.

Em 1924, quando da inauguração da luz elétrica em Anápolis, ainda não existia na cidade numa banda de música à altura, e foi preciso trazer de Corumbá-de-Goiás a banda local para as comemorações.

Só em 1926 é que o Intendente Sanito (Graciano Antônio da Silva) organizou uma banda de música, a qual foi reorganizada em 1928, pelo seu sucessor, Adalberto Pereira da Silva, que comprou instrumentos musicais novos e fardou os componentes da banda, regida pelo maestro Alexandre Schierolli.

Dessa corporação faziam parte os seguintes músicos: Fiação, Zuza, Otacílio, Adriano, Eduardo, Sidonal Ferreira, Sebastião Batista, Mário Nascimento, Paulino Horácio Barbosa, Joaquim de Ascensão Ferreira, Narceu de Almeida, Joaquim Brandão, Oswaldo Jandy Batista e Herozé de Velasco Ferreira. O maestro Schierolli teve por substituto interinamente, Idelfonso Inostroza.

Cinco anos mais tarde Anápolis ganha Orquestra do Grupo X, fundada em 1931 por “amadores da música”, com os seguintes integrantes: “Decliuex Crispim e Adahyl Lourenço Dias, no violino; Herozé de Velasco Ferreira , violão; Joaquim Brandão Ferreira, banjo; Narceu de Almeida, clarineta e Oswaldo Jandy Batista, trombone. Ainda fazia parte do grupo: Walter Friedmann, João Modesto da Silva e Sebastião Guimarães.

Depois Mestre Branco ensinou e organizou a União Infantil, banda de meninos da qual participaram, entre outros, seus filhos: Alvacir e José Branco; Ursulino Tavares Leão, Jamil Elias Isaac, Rubem Isaac, João Asmar, Armante de Faria, Hélio da Costa Ferreira, Rubens Araújo, Eurípedes Próttis e José Epaminondas Costa.

Quatro anos mais tarde, em 17 de abril de 1947, o prefeito Adahyl Lourenço Dias criou a ‘Filarmônica Municipal Joaquim de Ascensão Ferreira, sob a regência de Max Melazzo. O nome foi dado em homenagem ao maestro Espiridião (apelido), que muito fizera pela arte musical em Anápolis.

Com a renovação de seus quadros, as bandas de música locais continuaram atuando até a criação da Lira de Prata de Santana.


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